Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

FAMOSOS NA INTERNET, PELA WEB

 

                                          FAMOSOS NA INTERNET, PELA WEB

 

   É custoso admitir pelos agentes de comunicação social da Imprensa escrita, e fazedores de opinião, que o mundo virtual, Internet e WEB, irá progressivamente diminuir até ao quase aniquilamento a edição de livros literários ou dos representantes de artes afins. Hoje só vende livros em papel quem tem uma máquina publicitária na retaguarda, ou quem cai na boa graça dos críticos literários oficiais ou comentaristas televisivos. Se não é badalado ninguém o lê.

   Em 2006, só em Inglaterra, cento e um mil títulos foram editados em livros para venda. Diz George Steiner « Em Londres, um primeiro romance que não apanhe logo a favor o vento mediático, ou não seja louvado pela crítica, é devolvido ao editor ou vendido em saldo quinze dias mais tarde»(*) e seguidamente devolvido à procedência ou vendido para a reciclagem de papel.

   Ora neste cenário como é possível singrar quando nem sempre o melhor é o que sobrevive? A novidade artística é de difícil análise e não há críticos, nem suporte comunicativo para tanta variedade. Leitores, muito menos.
    Realmente, nestas circunstâncias, a Internet e a WEB vieram permitir uma abertura ilimitada e saudável propiciando a que os valores literários  recentes viessem à tona e fossem avaliados e classificados. Alguns protagonistas, quer na Literatura, quer noutras áreas da Arte, foram descobertos pelos cibernautas interessados nas áreas culturais destes conhecimento e saber.

   A comunicação escrita ainda resiste a esta evidência, cada vez com mais dificuldade, e é natural: ela vive dos caracteres impressos no papel, e divulga-se exclusivamente para ostracismo consciente dos famosos na Web, ou seja, dá apenas relevo a quem já editou na forma livresca (como se esta fosse a única nobre e digna de registo!).  

    Na verdade, conta, nesse ostracismo ao mundo virtual, com as emissoras televisivas (dado que, na verdade os meios de informação de comunicação, são um lóbi a autoproteger-se com interesses económicos mútuos).

   Porém, a constatação evidente é outra; além dos clássicos e dos modernos, a Internet e a Web reclamam para si as grandes novidades do fim do séculos XX; efectivamente, autores e artistas têm-se distinguido em várias áreas culturais, sobretudo escritores e artistas que não estão dispostos a pagar pelo que lhes custou a fazer. Em sentido contrário, as Editoras apenas estão interessadas em editar os clássicos, ou os com boa projecção já firmada, pois só estes são rentáveis. Os modernos, os iniciantes, os pouco conhecidos têm de suportar os custos da edição ou arranjar patrocínios, se os conseguirem obter, para dar à luz a sua obra. Não é só de agora o que acontece; também foi assim no passado, de tal modo que alguns assim fizeram: editaram as próprias obras e quando convidados pelas Editoras interessadas, depois de serem conhecidos, recusaram pura e simplesmente a franqueza dos oportunistas, continuando a editar às suas expensas para que o proveito revertesse inteiramente para o Autor.
   Hodiernamente, o mundo é radicalmente diferente da civilização anterior quanto aos meios de informação e comunicação. Os espaços em casa com prateleiras cheias de livros deram lugar a uma gaveta ou mesa ou um armário com discos compactos ou cassetes, e este modelo tende a propagar-se. Dia chegará e não tardará em que será modelo único.

   Nestes condicionalismos, o que fazem os autores? Dão, oferecem ao público leitor interessado, que navega neste universo virtual, a sua produção. E quem maneja este universo informático, vê-se satisfeito, muitas vezes reconhecido, se tiver talento quanto baste, sendo apreciado e elogiado. É esta obviamente uma forma expedita de se situar neste mundo, e felizes somos todos por existir esta alternativa na qual ditosamente nos cruzamos.
Há, de facto, já uma assinalável quantidade de escritores e poetas, além de outros artistas de outras áreas e géneros que se tornaram famosos em todo o mundo por terem recorrido a estes meios internéticos. Por isso, tenho dito: abençoada seja esta evolução tecnológica dos tempos recentes, na nova geração que se (a)firma para expandir os seus gostos e conhecimentos.

 

Rodrigo da Silva

2011

 

(*) George Steiner, em «O Silencio dos Livros»

 

 

sinto-me: ótimo
música: RDP Antena 2
publicado por cronicas-de-rodrigo-da-silva às 20:28
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